Mart’nália Mendonça Ferreira[1] (Rio de Janeiro, 7 de setembro de 1965) é uma cantora e atriz brasileira.
Carreira
Filha do sambista Martinho da Vila e da cantora Anália Mendonça (seu nome é uma mistura dos nomes dos pais), a cantora nasceu no bairro de Pilares, Zona Norte do Rio de Janeiro. Desde criança foi cercada pela música. Mart'nália afirmou em entrevista:
| “ | Com quatro anos de idade, em Pilares, meu pai tocava um reco-reco rosa numa roda de samba com amigos. Lembro dele saindo pela porta e, como num passe de mágica, entrando na televisão. Achava isso o máximo. Minha casa era uma festa. Cresci com Clara Nunes e João Donato na minha sala.[2][ligação inativa] | ” |

Iniciou a carreira profissional aos 16 anos, fazendo vocais de apoio para o pai ao lado dos irmãos Pinduca e Analimar. Em meados da década de 1990, passou a realizar apresentações em circuitos de bares, pequenas casas noturnas e até teatros do Rio de Janeiro, o que culminou no lançamento de seu CD Minha Cara, mais voltado para o samba-canção.
A partir de 1994, passou a integrar o grupo Batacotô, com quem lançou o Samba dos Ancestrais. A artista também foi percussionista da banda de Ivan Lins. Mart'nália teve também o privilégio de se tornar apadrinhada de grandes nomes da Jovem Guarda, graças a seu pai. Caetano Veloso foi o diretor artístico de seu álbum, Pé do meu Samba, além de compor a faixa-título, e Maria Bethânia produziu Menino do Rio.
A partir desses dois álbuns, Mart'nália passou a atrair maior atenção da mídia e a ter uma agenda de shows bem mais estabelecida em todo o país, abrindo caminho para turnês internacionais pela Europa e África.
Foi escolhida por Miguel Falabella para integrar o elenco da série exibida na Rede Globo, Pé na Cova, que começou a ser transmitida em janeiro de 2013. Ela faz o papel de um homem transexual, o mecânico "Tamanco", que vive um romance com a stripper virtual "Odete Roitman". Tamanco também é irmão de "Markassa", uma travesti que também trabalha como o mecânico "Marcão".[3]
A primeira apresentação de Mart'nália com a presença de público durante a pandemia de COVID-19, aconteceu em 28 de novembro de 2020, na Sala São Paulo, na capital paulista, junto com Zélia Duncan. A apresentação fez parte da série Encontros Históricos, com a Orquestra Jazz Sinfônica e teve todos os cuidados de distanciamento e demais protocolos sanitários.[4]
Discografia
Álbuns
| Ano | Título | Gravadora | Formato |
|---|---|---|---|
| 1987 | Mart'nália | Grav. 3M | LP |
| 1997 | Minha Cara | ZFM Records | CD |
| 2002 | Pé do meu Samba | Grav. BMG Brasil/Natasha Records | |
| 2004 | Pé do meu Samba (Ao Vivo) | Natasha Records | CD/DVD |
| 2006 | Menino do Rio | Grav. Biscoito Fino (Selo Quitanda) | CD |
| Mart'nália - Ao Vivo em Berlim | CD/DVD | ||
| 2008 | Madrugada | CD | |
| 2009 | Minha Cara (Disco de 1997 relançado pela ZFM Records) | ZFM Records (Selo Quitanda) | |
| 2010 | Mart'nália - Em África ao Vivo | Grav. Biscoito Fino | CD/DVD |
| 2012 | Não Tente Compreender | CD | |
| 2014 | Em Samba Ao Vivo | CD/DVD | |
| 2016 | + Misturado | CD | |
| 2019 | Mart'nália Canta Vinicius de Moraes | ||
| 2021 | Sou Assim Até Mudar |

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